Janeiro 23, 2009
E pronto, está lido o primeiro livro de um romancista, novelista, português a escolha recaiu sobre "O Codex 632" de José Rodrigues dos Santos, apesar de ter sido uma escolha fortuita, apenas guiada pelo meu subconsciente, este acabou também por ser a única escolha possível.
É certo que procurava outro livro, mas a falta deste, quase como que obrigado vi-me impelido para uma segunda escolha, impreterivelmente havia chegado a hora de ler algo nacional. Há muito namorava a obra que consagrou José Rodrigues dos Santos, como escritor de best-sellers: "O Codex 632".
"O Codex 632" tem semelhanças e diferenças, quando comparado com "O Código Da Vinci". Mas só lendo é que se percebem ambas. São ambos romances de mistério histórico e ambos usam criptogramas como motores da narrativa a imagem de Edgar Allan Poe, não esquecendo o facto de ambos fazerem uma ficção com base em factos e documentos reais apesar de incertos.
As expectativas eram muitas mas, embora não decepcionante, a obra revelou-se aquém dos vários elogios a ela atribuídos. Não, não o achei mau... simplesmente acho que podia ser melhor. O “Dan Brown português”, também apresenta uma escrita simples, mas estimula menos.
Como apreciador de História Mundial, uma nova teoria sobre a origem de Cristóvão Colombo não podia deixar de parecer mais interessante. Usando Tomás Noronha como um peão num tabuleiro de xadrez, o autor desenvolve uma tese credível mas pouco clara e muito repetitiva sobre a origem do descobridor da América, além de a meu ver se perder em devaneios e especificidades de todos os locais relatados pormenorizando em demasia. Conseguiu convencer-me, e até maravilhar-me com tais especulações e factos, mas a maneira como o faz pareceu-me pouco inteligível. Tantas referências, tantas datas, tantos excertos naquela e na outra língua, contribuíam para a confusão. E as descobertas, raramente partilhadas com o leitor, apenas lhe são apresentadas quando o protagonista as compreendeu, fazendo desta tentativa de criar expectativa uma barreira ao entusiasmo.
Paralelamente, acompanhamos a vida familiar do protagonista. E se por um lado esta história secundária dá um novo ritmo à obra, por outro parece-me bastante hiperbolizada. A verdade é que, se inicialmente pouco interesse lhe atribuía, à medida que as páginas iam sendo viradas este enredo começou a chamar-me a atenção, culminando num desenlace emotivo. No fundo, esta sub história serviu de bóia de salvamento a outra principal que apresenta um desfecho pouco animador, apesar de original.
Resumindo: Apesar das minhas críticas, gostei do livro e pretendo pelo menos dar a este novelista uma segunda hipótese… O sétimo selo




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