Neve...

Janeiro 09, 2009

Havia-me deitado muito tarde esta noite, estive a colocar online um projecto que à muito tempo prometera a mim mesmo efectuar, e fi-lo esta noite… Hoje era um dia em que me tinha de levantar cedo estava curioso por saber as noticias sobre a tal reunião. Mas hoje era particularmente difícil descolar da cama, estava um frio seco que mesmo debaixo dos cobertores fazia com que sentisse a necessidade de me aconchegar ainda mais.
Levantei-me, tinha de ser, dirigi-me a janela, e para meu espanto, - que era isto? Neve? Está a nevar! Incrível já não via nevar por estas bandas há 24 anos era eu um miúdo de apenas 6 anos muito sossegado, que ficou de olhos arregalados na janela de sua casa admirando um manto branco que cobria todos os canteiros e jardins á época.
Mas hoje nevava a sério, caiam flocos de neve do céu nublado, e de forma tão constante como apenas tinha visto no alto da torre da nossa famosa Serra da Estrela, em poucos minutos tudo estava coberto com um manto branco de aspecto fofo que apetecia segurar nas mãos, só não possível porque o frio fazia enregelar os dedos que ainda mal acordaram quer do sono, quer do espanto por tal evento.
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Aprontei-me e pus-me a caminho do escritório, tirando fotografias e contemplando as paisagens únicas que eram acabadas de se formar diante os incrédulos olhos de todos os transeuntes, que pareciam sentir o frio da neve pela primeira vez na sua vida. Menos espantadas, as crianças aproveitavam o momento para se deliciar de forma única na sua idade.
Do modo mais cuidadoso possível segui viagem, com receio se seria capaz de evitar qualquer situação mais complicada, pois normalmente as estradas que percorria não estavam como agora cobertas com uma camada fina de neve sempre perigosa para os mais incautos.
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No escritório, quando cheguei já lá estavam o nosso amigo Rechonchudo e o Dono da burra, apressei-me a entrar fazia um frio de cortar lá fora.
Lá dentro já mais bem acomodado, questionei-os acerca da reunião do dia anterior… que desilusão… nada de boas noticias apenas e só mais do mesmo, o novo director era um sujeito que nos merecia pouca ou nenhuma credibilidade, e uma luz ao fim do túnel era cada vez mais uma miragem. Apenas uma resolução parecia ter saído da reunião, arrumar malas e bagagens e desfazer tudo que havia sido feito até a data. Restava-nos aguardar ordens para as novas demandas.

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