Janeiro 23, 2009
Este é o primeiro Aston Martin de produção em série a fazer um recurso extensivo a materiais ultra-leves, a fibra de carbono. Reduzindo drasticamente o seu peso.
Também o motor V12 de 6,0 litros é elemento fulcral do DBS. Graças a uma admissão mais evoluída, e a uma taxa de compressão de 10,9:1, o seu rendimento é significativamente superior ao oferecido pelo DB9 de 450 cv, suficiente para o catapultar para os 307 km/h de velocidade máxima e permitir-lhe cumprir os 0-100 km/h em 4,3 segundos, recorrendo a uma caixa manual de seis velocidades.
A evoluída suspensão independente conta com amortecimento variável de controlo electrónico ADS, que adapta automaticamente as respectivas leis ao estilo de condução praticado.
Os discos de travão carbocerâmicos ventilados dispõem de 398 mm de diâmetro e pinças de seis pistões na frente; e de 360 mm de diâmetro e pinças de quatro pistões atrás. As rodas são de 20”, em ambos os eixos, com os pneus Pirelli PZero a adoptarem uma medida de 245/35 na dianteira e de 295/30 na traseira.
Uma vez no interior, tem início o verdadeiro ritual de encantamento dirigido pelo DBS ao seu condutor. Os lugares traseiros foram suprimidos, dando lugar a espaços adicionais para arrumação de bagagem; a decoração também foi reformulada, merecendo referência o punho da alavanca da caixa em alumínio polido e o volante com marca do ponto central garantida por uma dupla costura. Isto assume, porém, importância relativa quando se pressiona o delicioso interruptor em cristal que põe o motor em marcha: o V12 acorda com um “bocejo” rouco e poderoso, que logo deixa antever o seu (muito) potencial. À medida que o ritmo da condução evolui, aumenta a intimidade entre condutor e máquina: a forma decidida e arrogante como o motor leva o DBS a ganhar velocidade obriga a concentrar todas as atenções na estrada, até porque, mesmo em recta, a cada troca de mudança mais intempestiva é notória a dose massiva de potência que é transmitida às rodas, que logo impõem à traseira uma muito ligeira “oscilação”.
Atacadas as primeiras curvas, sobressaem as excelentes capacidades do infatigável sistema de travagem e a correcta precisão da direcção. Não menos importante, a suspensão é um primor de eficácia, com o ADS a garantir um soberbo compromisso entre eficácia e conforto.
Eficaz, emocionante e capaz de transmitir, como poucos, sensações realmente fortes ao seu condutor, o Aston Martin DBS é, ao mesmo tempo, um dos mais requintados e exclusivos automóveis da sua classe.
Claro está que tantos encómios têm o seu preço: no caso, mais de 300 mil euros para quem pretenda uma matrícula portuguesa...
... Um sonho.







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