1978

Março 09, 2009

O ano de 1978 foi repleto de actos de significado efémero, dos quais apenas dois são merecedores de destaque.

Houve apenas um acontecimento capaz de pousar um solene nevoeiro sobre aquele que deveria ter sido o acontecimento mais importante do ano em questão, apenas 4 dias separaram estes dois episódios.

Quando digo que que este deveria ter sido o acto mais importante de 1978, não o digo por acaso se não constatem.

A 6 de Agosto de 1978, faleceu o Papa Paulo VI, nascido Giovanni Battista Enrico Antonio Maria Montini.

Photobucket


Seus críticos o viam muitas vezes como um papa distante, indeciso e sem carisma, além de pouco propenso a tomar posições firmes com relação a questões delicadas, como o aborto. Frequentemente, carecia de desenvoltura ao expressar-se. No entanto promulgou a Encíclica Humanae vitae, sobre a regulação da natalidade, documento que veio a se constituir num marco decisivo da Doutrina Social da Igreja nas questões sobre aborto, esterilização e regulação da natalidade por métodos artificiais e cuja doutrina, ali explicitada, serviu de base para vários documentos pontifícios posteriores ao tratarem do tema da família, da ética conjugal e da bioética.

Paulo VI foi o primeiro Papa a visitar os cinco continentes. Em 1970 sobreviveu a uma tentativa de assassinato nas Filipinas. Embora o Vaticano negue, provas determinadas posteriormente indicam que o Papa sofreu um golpe de arma branca no incidente. Foi o primeiro Papa a encontrar-se com o Arcebispo de Cantuária e o primeiro, em vários séculos, a encontrar-se com os dirigentes das diversas Igrejas Ortodoxas orientais.

E tivesse ele falecido 4 dias antes e talvez fosse eu uma espécie de "anti-papa", não fosse eu ter nascido no belo dia de 2 de Agosto de 1978, ofuscando por isso tudo o resto que aconteceu e viria a acontecer naquele ano, inclusive o já relatado aqui.

Photobucket

Um terrivel segredo...

Pois é...chegou a hora de desvendar um terrível segredo...

Eu já cá ando neste mundo desde o ano de 1398...

não acreditam??? eu posso-vos provar... se bem que também vos posso provar ter nascido no ano de 5738... muito a frente...

Como é possivel??? Se não chegarem lá eu digo-vos :)

Fantasmas

Março 02, 2009

Photobucket

O 6.º golo...

Fevereiro 27, 2009

Reza o povo que o Paulo Bento no dia seguinte ao jogo com o Bayern de Munique, foi acordado pela mulher:

- Paulo põe-te a pé já são seis horas

- Seis??? quem marcou o sexto??? Disse ele meio atarantado...

vejam o 6.º:


Dia Dois

Fevereiro 26, 2009

Hoje fiz questão de pelo menos chegar a horas...
9 horas em ponto, a loja já estava aberta, mas os patrões ainda não tinham chegado...
Passei praticamente toda a manha de novo de volta de catálogos e especificações técnicas projectos e tudo que envolve o mercado onde a empresa se bate, e completamente ignorado na secretário onde me encontrava.

Sei que esta semana é para me ambientar ao pessoal e a empresa mas...
Não vejo a hora de saltar para a rua para o mercado.

Perto do final da manhã o "boss" pôs-me a par das regras e objectivos da empresa.
Concorde ou não, se quero trabalhar tem de ser, muito embora há sempre alguma coisa que nos fica a fazer pensar.
Mas se há coisa que tenho de admitir é que ali organização não falta, também não sei é se não será demais.

Facto é, é que depois desta conversa já não me sinto tão invisível.

A tarde correu da mesma forma, mas encontrou-me mais confiante, mais integrado.
Dito em uma frase, cada vez mais eu.
Cheio de projectos e ideias a flutuarem-me na mente, a ver vamos se as levo a bom porto.
Sim "porto" porque "sporting", Grrrrrh!...só se for o de Braga.

Não se ponham com ideias , nasci Leão, Leão hei-de morrer, mesmo hoje sou Leão, ponto.

Dia um...

Fevereiro 25, 2009

Nova aventura se perspectiva...
Um mundo novo ao qual não sou totalmente alheio, mas ainda assim, possuo algumas incertezas no caminho que percorro...
Para começar bem, cheguei 5 minutos atrasado, não que alguém tivesse reparado ou feito qualquer comentário, mas eu próprio não me senti... como hei-de dizer... melhor, senti... um pouco mais nervoso.

Hoje o patrão não está, apenas alguns funcionários e a patroa se encontram na loja.
Ela fez questão de me colocar à vontade e definir o que deveria fazer, vi-me obrigado a interpela-la.
Retorqui que não seria de bom tom contactar clientes e potenciais clientes se não conhecia do que devia falar, ou seria?

Passei a manha com os olhos enfiados nos catálogos e brochuras de produtos, sorvendo toda a informação que me parecia útil.
De tarde fiz o mesmo de todas as paginas e sites da web, sem que fosse incomodado por quem quer que fosse, senti-me um fantasma, como estivesse ali e ao mesmo tempo não.
Mas um fantasma todo elegante, não obrigasse a função a fato e gravata, ahhhh pois!!

O fim do dia chegou, tinha a festa de anos da Mamã lá em casa, isto só para poder assistir ao Sporting a levar 5 secos em casa. Grrrrrh!!

Declinio...

Fevereiro 19, 2009

Como quebrar a moral de um jogador de futebol?

Fácil, fácil, mas podemos fazer isto de duas maneiras.

Vamos pegar num exemplo de um avançado.

1.º De raiz, simplesmente coloca-se fora das convocatórias, mas ai o treinador vai assumir que não gosta dele e finito, mas ele pode sempre optar por sair e ir para outro clube e se mostra valor é um problema para o treinador que o excluiu.

2.ª De uma forma mais traiçoeira mas ao mesmo tempo inteligente, uma vez que o treinador se protege.

- O Jogador começa a titular, bem fisicamente, e a jogar com alegria, até a marcar golos.

- O Treinador durante 3 ou 4 jornadas substitui-o sempre como primeira opção, mesmo sendo dos que está a jogar melhor.
- O Jogador ressente mas não quebra .

- O Treinador coloca o jogador fora da sua posição natural.
- O Jogador volta a ressentir mas aguenta.

- O Treinador volta a coloca-lo na posição correta e a fazer dele 1.ª substituição.
- O Jogador cumpre mas agoniza.(por esta altura a alegria já se foi e a necessidade de fazer golos e mostrar serviço, pressiona-o)

- O Treinador volta a coloca-lo fora de posição e a substitui-lo em 1.º lugar.
- O Jogador sente a necessidade urgente de mostrar valor, precipitando-se.

- O Treinador relega-o para o banco, faz dele 1.ª opção para entrar.
- O Jogador corresponde com uma excelente exibição mesmo vindo do banco.

- O Treinador volta a premiar o jogador com o banco e durante a palestra defende outro jogador que apesar de nada jogar acredita nele.
- O Jogador volta a corresponder mas a ansiedade é cada vez maior.

- O Treinador mantém-no no banco, usando-o como 1.ª opção mas desta vez apenas joga 15m.
- O Jogador não encaixa no jogo, e sente que os colegas não lhe passam a bola.

- O Treinador volta a deixa-lo no banco, preterindo-o mesmo faltando o habitual titular.
- Nota-se a ansiedade no jogador.

- Mesmo sem alternativa para a posição o Treinador muda de táctica condenando-o ao banco.
- O Jogador faz uma exibição apagada como toda a equipa, e não recebe bola dos colegas.

- O Treinador usa-o como 2.ª opção no banco dando-lhe apenas 25m e pede-lhe funções mais defensivas.
- O Jogador cumpre apesar de apagado.

- O Treinador volta a usa-lo como 2.ª opção e 15m volta a pedir funções mais defensivas.
- O Jogador reage bem e cumpre.

- O Treinador usa-o como 2.ª opção e dá-lhe 10m.
- O Jogador reage bem.

- O Treinador usa-o como 3.ª opção e dá-lhe 15m.
- O Jogador reage bem animicamente e cria algumas oportunidades, peca pela ansiedade.

- O Treinador mesmo a perder e sem opções para a posição, usa-o como 3.ª opção e dá-lhe 5m de jogo.
- O Jogador reage e por pouco não faz o empate.

... até pode ser que ele quebre, porque dobrar de certeza que não o dobra...

Barcelos Hoje!

Fevereiro 17, 2009



O Sétimo Selo

Photobucket


Não faz muito tempo que nevou por aqui. Pela primeira vez, desde que sou homem de barba feita, vi neve cair nesta zona. É um fenómeno meteorológico inabitual e que, por isso, surpreendeu muita gente. Não durou muito e não causou problemas. Fez-me, no entanto, pensar nas consequências de alterações climáticas duradouras, como o aquecimento global, um problema explorado neste livro que acabo de ler.
Em O Sétimo Selo, José Rodrigues dos Santos volta a apresentar como personagem principal Tomás Noronha, especialista em línguas antigas e criptanálise. Apesar disso, o livro trata dois assuntos bastante actuais: o aquecimento global e o iminente fim do petróleo.
Um cientista é assassinado na Antárctica e a Interpol contacta Tomás Noronha para decifrar um enigma com mais de mil anos, um segredo bíblico que o criminoso rabiscou numa folha e deixou ao lado do cadáver: 666.
O mistério em torno do número da Besta lança Tomás numa aventura de tirar o fôlego, uma busca que o levará a confrontar-se com o momento mais temido por toda a humanidade: O apocalipse.
De Portugal à Sibéria, da Antárctica à Austrália, O Sétimo Selo transporta-nos numa viagem às maiores ameaças que se erguem à sobrevivência da Humanidade. Revela-nos uma descoberta que poderá abalar a forma como cada um de nós encara o futuro da humanidade e do nosso planeta.
Neste romance, mais um vez o autor conduz o protagonista numa aventura em busca da resolução de um mistério irresolúvel. No entanto a inutilidade da demanda de Tomás foi o que mais me desiludiu. O professor universitário não passa de uma sombra que nos acompanha ao longo da leitura.
A narração da vida pessoal e familiar do protagonista continua a aborrecer-me, mas há sem dúvida um progresso neste ponto, muito por culpa da diminuição das páginas que lhe foram dedicadas.
O sétimo selo é a bíblica advertência da hecatombe decisiva. Rebentado aquele com o fim das reservas de petróleo fora do mundo árabe e a cada vez maior dependência do ocidente dos abundantes recursos da Arábia Saudita, resta um cenário de política energética ruinoso e de rupturas civilizacionais que auguram o colapso do império ocidental.
É com alguma frustração que concluo que na verdade não diz nada de novo.
Este livro tem ainda assim o dom de avisar os mais incautos e avivar a consciência ambiental e social.
Este é muito provavelmente o último livro que leio deste autor por isso permito-me alongar-me na critica.
A escrita de J.R.S., é ultra leve. Não apresenta erros de sintaxe, é fluente e pouco influente.
Não é de uma grande literatura mas também não deixa de ser um tipo de literatura. Não ofende, não fere, não inova.
Neste livro ficam a descoberto muitas fragilidades de enredo, Não é possível que um professor de História “contratado” pela “Interpol” não saiba que, na Praça Vermelha, de Moscovo, o Kremlin e a catedral de S. Basílio são edifícios distintos. E foi com graciosidades do estilo que J.R.S. alongou o romance até ao número de páginas necessárias ao cumprimento dos objectivos do editor.